
Ser mãe é mais que uma escolha, é uma maneira de ser que engloba outras dimensões da mulher mãe, do seu corpo e da sua espiritualidade. É através do seu cuidado e carinho que continua geradora dos filhos e das filhas por toda a vida. Com elas, cada um dos filhos aprende a ser mãe também de si mesmos, pois é através da aceitação e do perdão das próprias fraquezas que a figura materna se manifesta.
Ser mãe não constitui um acontecimento, mas sim um modo de ser que dura toda uma vida. A partir da concepção, da gestação, da nutrição e do desenvolvimento do embrião e do parto (fenômenos estes apenas biológicos?) se revela a dimensão humana da mulher numa atmosfera de acolhida, de amor, e de um profundo relacionamento com esse novo ser.
Ser mãe é estar ligada ao mistério da vida. É pelo aconchego do colo da mãe que o filho descobre a sua própria existência em termos de bem e de mal, de aceitação ou rejeição, do certo e do errado. Esse ser, gerado e crescido em seu corpo jamais irá desaparecer, pois ela carregou a criança debaixo de seu coração e, mesmo quando nascer continuará ela a carregá-lo em seu coração por toda a vida. Como diz o poeta, “Mãe não morre nunca, ficará sempre junto de seu filho e ele, velho embora, será pequenino feito grão de milho” (Carlos Drumond de Andrade).
Editou: M. J. Ranieri, jornalista

Um comentário:
Belíssimo texto, me emocionei.
Não poderia ter texto melhor para esta data.
Beijinhos.
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