terça-feira, 20 de maio de 2008

De olho na Amazônia


Carlos Minc (foto) aceitou o convite para substituir Marina Silva em Paris. Ainda lá, anunciou que colocaria os dez pontos principais de seu programa para o presidente Lula. O ideal seria que ouvisse um pouco mais, antes de programar. Tanto Lula como Minc, ao falarem em nome do Brasil nesta questão, deveriam considerar que a Amazônia depende de muitos atores, tanto no governo como na sociedade. Vejamos

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O Brasil tem um grande aparato tecno-científico. Sem um diálogo com a ciência, caminharemos às cegas. Antes de formular um projeto de governo, seria interessante retomar esse diálogo. Da mesma forma, a questão amazônica é parte importante de nossa política externa. Portanto, o Itamarati precisa ser ouvido. Sem as Forças Armadas não há política para a Amazônia. Elas estão lá há muito tempo. Mas é importante ver as Forças Armadas não apenas como uma força de apoio, mas como um ator. A política amazônica depende das pessoas que vivem lá. Elas têm representantes legais. É preciso dialogar com governadores e políticos. A Amazônia depende também da opinião internacional. Se houver um plano transparente de proteção, que conte com a profunda adesão do governo e, também, das forças em presença na Amazônia, será possível financiá-lo no exterior.


São passos de um roteiro. Oxalá que Carlos Minc os adote. Agora está em jogo uma política decisiva para o Brasil e acompanhada por todo o mundo. A sinceridade tem de ser a característica de qualquer colaboração.
Edtou: M. J. Ranieri, jornalista

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