segunda-feira, 5 de maio de 2008

CIDADES SUSTENTÁVEIS




Este foi o tema de uma das mesas de debates em São Paulo, neste fim de semana. O debate se travou no contexto da conferência Global Greens, reunindo gente de 90 países. Foram debatidas as metropóles e seus problemas, sobretudo as metrópoles do sul do planeta. De um modo geral, as cidades são um pouco ingovernáveis, quando deixamos de lado a perspectiva metropolitana.
No caso do Rio, são pouco mais de seis milhões de habitantes e o dobro disto, se contarmos as 17 cidades da região metrolitana, entre as quais Nova Iguaçu, onde moro. Resolver problemas de saúde sem pensar na metrópole não é fácil. Da mesma maneira, é preciso pensar conjuntamente no transporte, na destinação do lixo etc. Compreendo a dificuldade de governar metrópoles e a necessidade de buscar novos instrumentos.
A delegação sueca, no caso do trânsito, apresentou algumas propostas interessantes, derivadas da visão londrina de fechar o centro da cidade. No caso sueco, há uma taxa para quem usar o carro em certas horas e em certos trechos engarrafados.
Um exemplo que está impressionando é de Calcutá, pois a cidade encontrou sua vocação econômica. Tem 250 empresas de teconologia de informação, gente que vivia fora está voltando para abrir restaurantes e lojas. A pobreza não acabou. Ela continua sendo um elemento decisivo no panorama urbano. No entanto, Calcutá, que é dirigida por comunistas, tem um bom nível de ensino e decidiu achar seu caminho na globalização. Tem chances de atenuar seus problemas sociais, algo que parecia difícil no passado.
Considero importante o governo atentar para os exemplo apresentados e partir para soluções imediatas. Só assim as nossas cidades serão mais sustentáveis.
Editou: M. J. Ranieri, jornalista

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