quinta-feira, 12 de junho de 2008

Poluição urbana


Em vastas regiões da Terra, o simples ato de respirar corresponde à abreviação da vida. Sofrimentos de origem pulmonar e alérgica crescem em progressão geométrica. Abeirar-se do escapamento de um veículo é suicídio, tal a adulteração de combustível vigente por aí. Isso sem citar os motores desregulados... quando você se aproxima, por estrada, via aérea ou marítima, de grandes centros populacionais do mundo, logo avista paisagem sitiada por oceano de gases nocivos.


Crianças e idosos moram lá... Merecem respeito. No entanto, de maneira implacável, sua saúde vai sendo minada. A começar pela psíquica, porquanto as mentes humanas vêm padecendo toda espécie de pressões. Em cidades praieiras, a despeito do mar, o envenenamento atmosférico avança, sem referência à contaminação das águas e das areias... o que surpreende é constituírem, muitas delas, metrópoles altamente politizadas, e só de algum tempo para cá, seus habitantes na verdade despertarem para tão terrível risco.


Despoluir qualquer área urbana ou rural deveria fazer parte do programa corajoso do político que realmente a amasse. Não se pode esperar que isso apenas ocorra quando se torna lucrativo. As questões são múltiplas, mas esta é gravíssima: estamos respirando a morte. Encontramo-nos diante de um tipo de progresso que, ao mesmo tempo, espalha ruína. A nossa própria.
Comprova-se a precisão urgente de ampliar em largo espectro a consciência ecológica do povo, antes que a queda de sua qualidade de vida seja irreversível. O descuido no preparo de certas comunidades, para que não esterilizem o solo, mostra-se superior ao instinto de sobrevivência.


Há muito que aprender uns com os outros. Um roteiro diverso, comprovadamente, é o da violência, da brutalidade, das guerras, que invadiram os lares em todo o orbe. Cada vez que suplantarmos arrogância e preconceito, existirá sempre o que absorver de justo e bom com todos os componentes desta ampla “Arca de Noé”, que é o mundo globalizado de hoje.


Editou: M. J. Ranieri, jornalista

2 comentários:

Anônimo disse...

Bravo, bravíssimo!!!!
Isto não é uma tarefa fácil.
Mas, se não começarmos, nunca iremos ter resultado.
Como tu disseste precisamos de políticos corajosos e que amem suas cidades, seus estados, seu país...
Isto já seria meio caminho andado.
Beijos querido.

Unknown disse...

Dinada..
aha.
nossa 50 anos??
nossa..Vc eh jornalista?
bjUu