sexta-feira, 6 de junho de 2008

Hora de agir


Hora de agir Os resultados do Programa de Avaliação da Rede Pública de Educação Básica (Proeb) apresentaram dados preocupantes. Enquanto não substituirmos a indignação por ação, continuaremos no mesmo lugar até a próxima avaliação. De fato, é vital indignar-se, pois ficou claro que a situação é precária na rede de ensino, mas não basta reclamar. É preciso agir.


Quando 95% dos alunos têm desempenho crítico na matemática é sinal de algo fora do lugar. Não basta remeter a responsabilidade para esse ou aquele segmento quando ela é coletiva. Além das dificuldades diárias das escolas, em condições precárias, há fatores que extrapolam o espaço educacional, com gênesis na família. A baixa escolaridade dos pais, por exemplo, tem influência direta nesse cenário, uma vez que falham no incentivo aos alunos, embora não se possa considerar tal fato como uma regra permanente. Há famílias em que a ausência de estudo torna-se o principal indutor para forçar a próxima geração a não seguir o mesmo caminho.


O importante, porém, não é estabelecer um ciclo de busca aos culpados, quando a melhor opção é olhar para a frente e agir para que tais resultados não se repitam. O Proeb, além de avaliação, fornece dados importantes que devem ser analisados para a tomada de decisões. Talvez esteja aí uma das falhas do sistema, pois joga-se muito com o resultado e pouco com a estratificação dos dados. A pesquisa fala pelos alunos quando aponta os problemas, mas mostra, também, o que está levando a tal situação.


A educação é mola-mestra para se forjar a cidadania e, em razão disso, exige desafios diários para que ela seja ministrada a contento. E aí, do Governo, aos atores - professores e alunos - e até a família, todos têm responsabilidade. Negar o aprendizado ao aluno é contribuir para a exclusão.


Editou: M. J. Ranieri, jornalista

4 comentários:

Unknown disse...

Oi!!
Tudu!
EH, to chick bem!
huahuahua..
nao dá!, eh que meu micro é outro, naum eh o mesmo que o da minha mae!
Bom sabadu..
bjO Dudy

Soraia Helena Bogossian disse...

Oi paizinho!!
A Duda naum consegue comentar pq seu blog está autorizado somente para quem tem conta no google, como ela naum tah logada naum consegue, somente qdo está entendeu???
Bom, te desejo um bom final de semana...Fique com Deus..
http://b0g0.net/mundodesoraia
TE AMO=***

Anônimo disse...

Mineirim queriiiiidoooo!!!
Venho amanhã te visitar (blog, flog e orkut) e ficar mais informadinha.
Beijos mil.

Anônimo disse...

Eu me formei em Pedagogia e como todo curso exige o estágio, lá fui eu saltitante para campo, vi coisas que até Deus duvida, no ensino de 1ª à 4ª, vi professora humilhando alunos, papeando ao celular dentro da sala de aula, depois de xingar um aluno colocou o menino de joelhos, discuti com ela e fui falar com a Diretora ela estava jogando paciência no computador.
No outro dia a avó de uma outra criança em uma outra turma - pq esta professora não me quis nem pintada de verde e amarelo na sala “dela” - disse em alto e bom som para a outra professora, se esse moleque ficar muito danado pode dar porrada nele.
Olhei para o menino visivelmente envergonhado e pensei nossa este menino já tem o futuro comprometido, ele tem que ter muita força interior para não se deixar abalar, o que é praticamente impossível.
Depois de formada fui trabalhar numa escola particular, mas não era muito longe de casa então pedi demissão, logo consegui passar num teste para trabalhar em outra escola particular que estava abrindo na cidade (Manaus), ajudei a elaborar o projeto pedagógico da escola, é uma escola de tempo integral, criamos atividades riquíssimas, me orgulho muito do trabalho que deixei lá, mas saí para ajudar o meu marido nos nossos projetos de vida.
Minha vida de professora não durou nem seis meses. Mas, vi que poucos têm amor pela área, muitos enrolam para dar a hora de saírem, os salários nem são tão baixos assim pelo menos aqui na cidade de Manaus.
Os culpados estão em todos os lados, porém o mais triste é vê-los no lado de quem jurou educar com amor.
Tenho orgulho do trabalho de educadora da minha mãe, esta eu afirmo tem amor pela educação.
Beijinhos, já falei muito.