segunda-feira, 7 de julho de 2008

Bochechas rosadas



Quase 15 anos se passaram desde o início do Plano Real, quando foi implementado no Governo de Itamar Franco e elaborado por Fernando Henrique Cardoso, ministro da Fazenda à época. Nesse período que compreendeu aquela grande mudança econômica e os dias atuais, a economia brasileira pôde crescer e até recebeu um Investment Grade - grau de investimento - favorável, indicando ser o Brasil um país receptivo para o investimento estrangeiro, chamando capital para o país através de captações externas.


Mas nem bem a Standard & Poor’s (agência de classificação) atribuiu o belo grau de risco ao Brasil, no início do mês de maio deste ano, e as luzes vermelhas da economia se acenderam no painel de alerta: uma alta generalizada nos preços dos alimentos e dos combustíveis. Isso começou a ocorrer devido à pressão da elevação da demanda, causada pelo crescimento mundial, o que culminou por elevar os preços das commodities. As commodities aqui descritas são as nossas velhas conhecidas: insumos minerais (petróleo e ferro) e insumos alimentícios (trigo, arroz e milho), que são matérias-primas dos combustíveis e base dos alimentos em geral.
E o perigo é grande: a elevação dos preços não está ocorrendo em apenas um insumo isolado: é uma elevação generalizada, o que a gente pode chamar de inflação. O primeiro semestre deste ano registrou um índice inflacionário acima do centro da meta definida pelo Governo para o período, sinalizando que turbulências maiores na economia estão por vir. No ano de 1990, a inflação anual atingiu a marca de 1.500% a.a.


Há quem nem se lembre. E o centro da meta para a inflação para o período de um ano é atualmente 4,5%. Tudo o que o Brasil já conquistou até hoje em termos de crescimento não pode se perder com sucessivas elevações na taxa Selic, o que caracteriza uma política econômica contracionista. Ela é malévola se utilizada por muito tempo e de forma única. Há formas alternativas de tratar esse surto inflacionário, como a redução de impostos como fator de incentivo à produção sem elevação de preços ou outras medidas. O crescimento não pode parar! O Brasil precisa continuar o sonho vivido nessa última década, com aumento de empregos, crédito barato, crescimento econômico e...bochechas rosadas!


Editou: M. J. Ranieri, jornalista

3 comentários:

Soraia Helena Bogossian disse...

Oi!!
Sentiu minha falta? rs
Nossa!! jah se passaram 15 anos do plano Real??? Meu Deus, passou voando, tô ficando véia mesmo (rs)
Amor, vim te dar um cheiro e dizer q AMO vc...

Anônimo disse...

Oi..
eu estou esperando minha mae fazer um novo blog pra mim. ai eu vou postar..
vai ser o mesmo endereço soh vai mudar aquela imagem de cima sabe??
por isso que eu não estou entrando muito no blog..
mais sempre vou dar uma passadinha.
bjO te amo muitooo

Anônimo disse...

Eu estou preocupada com o mercado de ações, pq está caindo tanto?
Ninguém, praticamente, está ganhando dinheiro, ou o mercado se arrada de lado ou caí, um dia de alta e outro dia despenca.
Pq será?
Será que esta instabilidade se dá por conta das eleições no Estados Unidos?
Será que ficará assim até as próximas eleições para presidente no Brasil?
Os últimos anos o mercado estava maravilhoso, parecia ser algo tão promissor.
Tu sabes pq está assim?
Beijinhos, vou trabalhar mais um tico.
Fique com Deus.
Bye