sexta-feira, 17 de julho de 2009

Jogo jogado


A opinião pública não tem tido bom trânsito com os políticos. Um mês depois de o deputado gaúcho Sérgio Moraes (PTB) ter dito que se lixava para ela, agora vem o presidente do Conselho de Ética do Senado, Paulo Duque (PMDB-RJ), dizer que a opinião das ruas é bastante volúvel. Sua afirmação era em resposta a uma indagação sobre possíveis ações contra o seu amigo José Sarney (PMDB-AP), ora sob questionamentos no Conselho. O político do Rio de Janeiro disse que não se importava com o que os eleitores poderiam achar. No seu caso, não há surpresa, pois ele chegou ao posto sem um só voto, já que é o segundo suplente do governador Sérgio Cabral.

Só que este não foi o único senão do dia. Os senadores foram chamados de pizzaiolos pelo presidente Lula e apresentaram ontem um voto de censura por suas declarações. Os “bombeiros”, já em campo, afirmaram que o presidente não teve a intenção de desqualificar os parlamentares. Pode até não ter sido essa a sua vontade, mas, nos últimos dias, na defesa do presidente do Senado, José Sarney, o chefe do Governo não tem medido esforços para questionar a oposição, buscando o apoio até mesmo de antigos inimigos políticos, como foi o caso do ex-presidente Fernando Collor, com quem se deixou fotografar na última terça-feira.

Há quem garanta que esse é o chamado jogo jogado, mas é preciso, até mesmo para o bem da democracia, que haja limites nas ações e nas afirmações. O processo mútuo de desqualificações não ajuda a ninguém, só produzindo danos para as próprias instituições. A volta da democracia custou muito caro para que, agora, seja colocada em segundo plano pelos seus principais atores.

Editou; M. J. Ranieri, jornalista aposentado

2 comentários:

Jurema Cappelletti disse...

Ranieri, a opinião dos eleitores não tem importância porque eles podem fazer o que quiserem que serão reeleitos.

A NOSSA RESPONSABILIDADE É CONVERSAR COM AS PESSOAS E INFORMAR OS QUE NÃO LÊEM JORNAL E NEM SABEM O QUE ACONTECE.

Airton Leitão disse...

Ranieri,
Lí sua postagem e ela está afinadíssima com a minha opinião. Jurema também pensa igual.
Vamos continuar lutando contra essa falta de respeito.