quinta-feira, 11 de novembro de 2010

Um problema esquecido


Durante a campanha para a Presidência da República, os candidatos Dilma Rousseff e José Serra, que passaram para o segundo turno, não se aprofundaram num tema que deveria, desde o início, fazer parte dos debates: o tráfico de drogas. Quando muito, e assim mesmo com uma certa insegurança, afirmaram ser uma praga da modernidade, defendendo um combate permanente ao tráfico. Mas ficaram por aí, admitindo, mais por provocação do que por inspiração, a necessidade de um controle intenso das fronteiras.

A entrada de drogas tem sido um dos pontos mais críticos no combate ao tráfico, pois, a despeito do aumento do efetivo da Polícia Federal, a vasta extensão de fronteiras brasileiras tornou-se um problema. Como controlá-las completamente? Por um tempo, defendeu-se a participação do Exército, o que seria um contrassenso, pois não está dentro de suas atribuições diretas, embora tenha a responsabilidade de garantir a segurança na divisa com os outros países.

Como o controle nos países produtores é ínfimo, as ações de repressão ficam exclusivamente por conta do lado brasileiro, induzindo, pois, a uma discussão mais intensa sobre como executá-las. O tráfico de droga é um problema que afeta todas as instâncias e deve ter prioridade na agenda oficial não só pela sua ilegalidade, mas também pelos danos colaterais que causa.

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