
A violência doméstica, especialmente contra a mulher, continua sendo um flagelo da sociedade. Os números são alarmantes e quando surgem medidas para combater essa situação, devem ser aplaudidas. Há dois anos, está em vigor a Lei Maria da Penha, que pune homens que fazem da agressão a sua “ferramenta domiciliar”. Os dados apurados após sua vigência não garantem a redução dos casos, mas as prisões ganharam novos inquilinos a partir da sua implantação. A enfermeira que empresta o nome à lei era uma das vítimas. Reagiu contra a insanidade do parceiro e, hoje, é uma referência nesta luta.
Todas as cidades têm exemplos, embora já tenham sido verificados avanços. A instalação de uma vara especializada em crimes contra a mulher, o idoso e a criança tem sido um paliativo, mas é vital levar adiante a jornada com a implantação de um Juizado Especial de Violência Doméstica, como já há nas capitais, capaz de agilizar os processos e a implementação de sentenças. Há casos de toda ordem, como o de uma doméstica agredida pelo companheiro com golpes de uma telha na região frontal da cabeça. Teve o nariz fraturado. É caso de prisão, mas com um juizado especial, o julgamento de mérito teria mais agilidade e esse infrator, certamente, teria uma rápida pena definitiva para gesto tão insano.
Os números apresentados são emblemáticos, pois mostram a quantas andam as relações dentro das residências. A média de ocorrências mensais indica que 235 mulheres são diariamente agredidas em todo o país, isso apenas nos casos conhecidos. Ao olhar leigo, espanta. Ao olhar da polícia, uma fatalidade que se registra todos os dias em seus cartórios. Por mais que a modernidade aponte uma reversão do quadro, no qual as mulheres ocupam cada vez mais posições estratégicas na sociedade, dentro do lar no entanto, ainda há um retrocesso que tem que ser combatido.
Editou: M. J. Ranieri, jornalista (Registro profissional 2502 de 1975)

2 comentários:
Oi meu anjo!!
só agora pude vir aqui, mais lembrei de vc o dia todo. Vim te desejar um Feliz dia dos pais, desejo que vc seja muito feliz e saiba q tenho muito orgulho de vc!! Obrigada por fazer parte da minha vida e por ter me adotado...TE AMO!!
Eu convivo com isso...
NÃO EU NÃO APANHO.
Até pq o ser que ousar me dar 1 bofete leva 10, e ainda o acuso de estupro para matarem na cadeia.
Sou mau que nem o pica pau, hihi
Mas sim falando muito sério.
Uma senhora que trabalha aqui em casa sofre violência doméstica, mas não reage, já fiz de tudo para ajudá-la, mas quando penso que ela vai dar um basta, logo volta atrás.
Chega a ser irritante.
Já pensei em despensá-la, só pra não ter que saber desse tipo de coisa, só para não me envolver e acabar sofrendo pelos outros, mas logo tenho pena pois ela é muito humilde e praticamente banca a casa (filhos marmanjos, marido cachaceiro e filha que traz vagabundo pra morar com eles).
Difícil isso acabar, muitas vezes só quando um dos envolvidos morre.
Enquanto isso continuo alertando e oferecendo ajuda, basta ela aceitar.
Excenlente matéria.
Beijinhos.
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