
O uso da internet e das redes sociais na campanha é importante, embora seja apenas um treino para os pleitos seguintes
Na última quarta-feira, os candidatos Dilma Rousseff, José Serra e Marina Silva participaram de um inédito debate pela internet, promovido pela Folha de São Paulo e pelo portal Uol, ocasião em que, de novo, voltaram a apresentar suas diferenças sobre como gerenciar o país no ciclo pós-Lula, embora o próprio presidente tenha dito que não pretende vestir o pijama quando terminar o mandato, preferindo um papel ativo na administração caso a vencedora seja a sua candidata in pectore.
Comentário à parte, pois foi uma afirmação mais para a plateia do que real, o importante é considerar que o encontro produziu o contraditório que o eleitor espera, sobretudo por não ter regras tão engessadas quanto às dos confrontos na televisão. Os candidatos tiveram mais visibilidade e se submeteram aos internautas - um avanço no processo eleitoral - num evento em que as dúvidas se apresentaram e foram discutidas.
Tanto os debates virtuais quanto os da televisão são importantes para o esclarecimento do eleitor, da mesma forma que o horário eleitoral. Este, ainda sob questionamento de importantes segmentos, sobretudo da mídia eletrônica em função de sua obrigatoriedade, é um espaço coletivo no qual todos têm oportunidade de se mostrar.
Ainda há mudanças a serem feitas para facilitar a discussão e o acesso popular aos candidatos. A internet, segundo antecipam os especialistas, terá um papel estratégico em 2014 ou até mesmo em 2012. O que ora ocorre é apenas um treinamento. Então, que seja um bom treino.

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