
A briga que o presidente Lula iniciou com a Fifa por conta das críticas à infraestrutura nacional não interessa aos torcedores a partir do ponto em que a discussão não leva a lugar algum. O presidente, embora encerre seu mandato em 31 de dezembro, garante que tudo estará pronto no devido tempo, enquanto a Federação de Futebol Associado faz um jogo de terror que também não ajuda a ninguém. É bom lembrar que, antes da recente Copa do Mundo, havia uma apreensão global com a África. O que se viu, no entanto, foram estádios modernos - no Brasil não há nenhum como o Soccer City - e comunicação fácil com o exterior. De fato, o transporte foi caótico, mas até os aeroportos seguraram bem a demanda.
O Brasil, com uma economia bem mais saudável e com uma estrutura mais avançada, certamente dará conta do recado, mas é bom não deixar para última hora, pois qualquer serviço feito sob a pressa costuma ter problemas. O país foi escolhido há três anos, mas até hoje não se fez nada para mudar o cenário nacional. Hoje, os aeroportos são autênticas rodoviárias - há até terminais de ônibus melhores - e incompatíveis com a próxima demanda. Com o crescimento do poder aquisitivo, a classe média foi aos ares, mas os terminais continuam os mesmos.
A Fifa, embora precipitadamente e com tom de pressão, tem razão quando aponta o problema, mas deve ficar nesse ponto, da mesma forma que o presidente, que está correto quando reage ao jogo de fora, por conhecer o know how do Brasil. Mas não se pode ficar só no discurso, já que o tempo não para na curva e nem espera ninguém.

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