quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010

Válvula de escape


O governador do Distrito Federal, José Roberto Arruda, tem sido orientado pelos assessores a renunciar ao mandato para evitar uma eventual cassação, cujo processo de impeachment deve ser aberto amanhã, e, assim, um afastamento compulsório da política por oito anos. Deve aceitar, seguindo a máxima de ceder os anéis para não perder os dedos. Mais do que isso, irá repetir uma decisão que já tomou quando violou o placar eletrônico do Senado e pulou fora antes que perdesse a cabeça.

Quando se fala em mudanças na legislação eleitoral, para evitar eventuais brechas, o que se espera do Congresso é a adoção de medidas profiláticas para fechar a porta dos fundos usada e abusada pelos políticos. Arruda não foi o primeiro - embora recorrente - e nem será o último. Seu antecessor no comando de Brasília também pediu as contas no Senado quando estava prestes a ser cassado. Joaquim Roriz, por ironia da política, é um dos mais fortes candidatos ao comando da capital federal nas eleições de outubro.

A tal saída já deveria ter sido fechada em respeito ao eleitor que assiste a esse velho filme de tempos em tempos. No ciclo do mensalão, em 2005, uma leva de envolvidos usou a mesma via para evitar a degola. Na ocasião, o discurso mais usado foi de tomada de medidas para mudar a lei. Já se passaram cinco anos, mas não houve, em nenhum momento, a aprovação de um projeto que estabelecesse a proibição da renúncia por razões estratégicas. Definiu-se apenas que a renúncia estava vedada após a abertura do processo de impeachment. Mas foi um projeto para inglês ver, já que ninguém espera o início do processo para sair.

O governador José Roberto Arruda vai seguir o roteiro: pedirá a renúncia, lembrará seus princípios morais que estão em jogo e sairá de cena para defender a sua honra. Depois, como tantos outros, e como ele mesmo já o fez, voltará aos palanques para ser eleito para algum cargo. Depois do episódio do Senado, ele já foi deputado federal e venceu a eleição para o Governo. O eleitor brasiliense esqueceu tudo.
O governador do Distrito Federal, José Roberto Arruda, tem sido orientado pelos assessores a renunciar ao mandato para evitar uma eventual cassação, cujo processo de impeachment deve ser aberto amanhã, e, assim, um afastamento compulsório da política por oito anos. Deve aceitar, seguindo a máxima de ceder os anéis para não perder os dedos. Mais do que isso, irá repetir uma decisão que já tomou quando violou o placar eletrônico do Senado e pulou fora antes que perdesse a cabeça.

Quando se fala em mudanças na legislação eleitoral, para evitar eventuais brechas, o que se espera do Congresso é a adoção de medidas profiláticas para fechar a porta dos fundos usada e abusada pelos políticos. Arruda não foi o primeiro - embora recorrente - e nem será o último. Seu antecessor no comando de Brasília também pediu as contas no Senado quando estava prestes a ser cassado. Joaquim Roriz, por ironia da política, é um dos mais fortes candidatos ao comando da capital federal nas eleições de outubro.

A tal saída já deveria ter sido fechada em respeito ao eleitor que assiste a esse velho filme de tempos em tempos. No ciclo do mensalão, em 2005, uma leva de envolvidos usou a mesma via para evitar a degola. Na ocasião, o discurso mais usado foi de tomada de medidas para mudar a lei. Já se passaram cinco anos, mas não houve, em nenhum momento, a aprovação de um projeto que estabelecesse a proibição da renúncia por razões estratégicas. Definiu-se apenas que a renúncia estava vedada após a abertura do processo de impeachment. Mas foi um projeto para inglês ver, já que ninguém espera o início do processo para sair.

O governador José Roberto Arruda vai seguir o roteiro: pedirá a renúncia, lembrará seus princípios morais que estão em jogo e sairá de cena para defender a sua honra. Depois, como tantos outros, e como ele mesmo já o fez, voltará aos palanques para ser eleito para algum cargo. Depois do episódio do Senado, ele já foi deputado federal e venceu a eleição para o Governo. O eleitor brasiliense esqueceu tudo.

Nenhum comentário: