domingo, 27 de setembro de 2009

Tio Chávez

Honduras. Entende-se o empenho de Chávez. Está no papel dele. Seu objetivo é recuperar o milionário investimento feito em Zelaya. Mas por que Lula se intrometeu nessa? Mas o que levou o governo brasileiro a agir como coadjuvante do expansionismo chavista na América Latina? Em que o interesse nacional brasileiro foi servido ao se abrirem as portas da missão ao fantoche de Chávez na América Central? Em nada.
Apoiar Zelaya não significa defender a democracia. Significa apoiar a ditadura de Chávez. Concertar com Chávez a encenação da semana passada em Tegucigalpa serviu apenas aos interesses eleitoreiros do partido de Lula. Como ocorreu com o regime militar, o lulismo também passará.
Ao Brasil, porém, sobrará, como em 1965, a duradoura e melancólica imagem de lacaio – desta vez não do Tio Sam, mas do Tio Chávez.

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